19 de Maio de 2024

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POLÍCIA Segunda-feira, 02 de Dezembro de 2019, 10:00 - A | A

Segunda-feira, 02 de Dezembro de 2019, 10h:00 - A | A

A MANDO DA FACÇÃO

Quatro pessoas são presas suspeitas de matar jovem a mando de facção em Cuiabá

G1

Quatro pessoas envolvidas em crime de homicídio, ocorrido no mês de janeiro em Cuiabá, foram presas pela Polícia Civil após terem sua participação identificada em investigações da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O crime foi praticado a mando de uma facção criminosa como punição às vítimas.

A informação foi divulgada nessa sexta-feira (29).

Foram presos os suspeitos, Caio Andreonni Lima Locatelli e Alexandre Soares de Lima, conhecido como “GT” (que tiveram as prisões temporárias convertidas em preventiva), além da prisão preventiva de Ittalo Matteus Ribeiro Fortes e Silva, 20, o “Verdinho”, identificado como mandante do crime e o mandado de prisão temporária contra, Joanito da Silva Leite.

O crime ocorreu no dia 24 de janeiro, às margens de um rio, no bairro Imperial II, em Cuiabá, tendo como vítima fatal, Weslley da Silva Natividade, de 29 anos, e outra pessoa que sobreviveu.

Na ocasião, as vítimas foram espancadas pelos suspeitos, sendo posteriormente socorridas e encaminhadas ao Pronto Socorro de Cuiabá, onde Weslley não resistiu aos ferimentos e morreu.

Segundo as investigações da DHPP, conduzidas pelo delegado Caio Fernando Alvares de Albuquerque, o crime foi cometido a mando de uma facção criminosa, como punição por um furto a residência cometido pelas vítimas.

Apontado como mandante da execução, Itallo estava preso na ocasião e por isso teria acionado os demais suspeitos para aplicarem a punição.

De acordo com o delegado, Caio Albuquerque, as vítimas foram submetidas a um verdadeiro ritual de tortura, sendo agredidas com pauladas, socos, chutes e afogamentos.

Os suspeitos identificados tiveram as ordens de prisão decretadas pelos crimes de duplo homicídio (consumado e tentado) qualificados pelo motivo torpe (vingança por suposto furto praticado pelas vítimas), mediante crueldade e recurso que impossibilitou a defesa (uma vez que as vítimas foram atraídas a local ermo, onde, não tiveram outra saída que não suportar as agressões), e de integração de organização criminosa.

Histórico das investigações

Interrogados, Caio e Alexandre confessaram o envolvimento nos fatos, e delataram os outros executores, além de confirmar a identidade do mandante Ittalo.

Os suspeitos passaram detalhes da ação criminosa, revelando que as vítimas foram levadas ao local pelo primo Joanito e um terceiro, que presenciaram todos as agressões praticadas contra as vítimas.


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