25 de Maio de 2024

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POLÍCIA Sexta-feira, 29 de Novembro de 2019, 09:24 - A | A

Sexta-feira, 29 de Novembro de 2019, 09h:24 - A | A

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Justiça concede HC para acusado de matar empresário em posto de combustível

GAZETA

Mesmo sem nunca ter sido preso pelo crime de homicídio, Tribunal de Justiça de Mato Grosso concedeu habeas corpus para Maroan Fernandes Haidar Ahmed, que em 19 de novembro de 2018 matou Fábio Batista da Silva, 41, em um posto de combustível de Rondonópolis (212 km ao sul de Cuiabá), após a vítima pedir para ele abaixar o farol da caminhonete.

Conforme o desembargador Juvenal Pereira da Silva, o habeas corpus foi concedido parcialmente, para substituir a ordem de prisão por medidas cautelares, como entregar o passaporte em juízo e se apresentar no prazo de 10 dias. Caso isso não aconteça, todas as medidas serão revogadas e ele pode voltar a ser preso.

 

A defesa do suspeito afirma no pedido que “não há provas de que seja o paciente responsável pelos delitos de homicídio e porte ilegal de arma de fogo”.  Acontece que as testemunhas e imagens do crime não esclarecem de forma segura que Maroan seja mesmo o autor do homicídio.

Ressaltam ainda que o resultado da perícia papiloscópica apontou que as digitais encontradas em garrafas de água que estavam no carro, bem como as que estavam na capa do volante.

 

Caso

Fábio estava sentado em uma das mesas do comércio quando o motorista de uma caminhonete Amarok branca deixou o farol alto em direção a todas as pessoas que estavam no local. Assim, foi até motorista e pediu que ele abaixasse a luz. Porém, houve uma discussão e quando ele voltou, foi atingido por um tiro.  

Testemunhas que estavam na conveniência acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para prestar socorro, mas Fábio não resistiu e morreu no local. Em seguida, o veículo deixou o local do crime.   

Com ajuda das câmeras de segurança e de testemunhas, a polícia chegou até Maroan, identificando ele como o suspeito do crime. No entanto, ele nunca foi preso. Meses após o crime, em janeiro de 2018, ele postou fotos das férias de fim de ano em alto mar em uma rede social. Em outra imagem, um prato cheio de camarões. O ato chegou a ser considerado deboche pelo poder judiciário.

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