19 de Junho de 2019

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Quarta-feira, 29 de Maio de 2019, 15h:21 - A | A

DENUNCIA

Mudança em carga horária deixa funcionários do HUJM doentes, denuncia Sindicato

Olhar Direto

Foto: Rogério Florentino/ Olhar Direto

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A taxa de afastamento para tratamento de saúde dos trabalhadores técnico-administrativos do Hospital Universitário Julio Müller aumentou em até 42% após a implantação da jornada de trabalho de 40h semanais. De acordo com um levantamento preliminar, cerca de 50 profissionais entre enfermeiros, técnico de laboratório, técnico em enfermagem, entre outros, estão impossibilitados de trabalhar e atender a população.
 
Conforme a Organização Mundial da Saúde, o regime de trabalho em hospitais deve ser de no mínimo 30 horas semanais devido a complexidade, riscos de contaminação da saúde do trabalhador, estresse, entre outros agravantes. A escala de 30 horas funcionava no Hospital Universitário Julio Müller há mais de 15 anos. Porém, a jornada de 40h semanais foi implantada desde o dia 1º de abril de 2019.

"A jornada flexibilizada foi a forma encontrada para garantir que o hospital atenda a população de forma ininterrupta. Quando um trabalhador termina seu expediente, imediatamente outro assume. Assim as escalas são montadas, para que os pacientes sejam sempre atendidos, tanto a noite como nos finais de semana", destacou o coordenador geral do Sintuf, Fabio Ramirez.
 
"Esta foi uma atitude inconsequente e imoral por parte da diretoria do HUJM. Eles mentiram dizendo que havia uma determinação do Ministério Público para isso, porém, na audiência junto ao MPF, ficou claro que não havia o menor embasamento para a decisão. Fizemos um acordo mediado pelo Ministério Público e a Reitoria da UFMT para que, comprovado que a escala de 30 horas era suficiente para atender o hospital, ela seria imediatamente implantada. Fizemos isso, e até agora a gestão da Ebserh não voltou atrás com sua decisão. Estão esperando uma tragédia acontecer", explica o coordenador.
 
Ele explicou que os afastamentos dos trabalhadores são em sua grande maioria por doenças ortopédicas e relacionados a saúde mental. "Trabalhar em hospital é muito complicado. Trabalhar em hospital público é ainda mais difícil, porque você não têm estrutura adequada, falta material básico para o atendimento, falta médicos, existem situações onde o paciente fica irritado e desconta no profissional que está lhe atendendo. Este é o dia a dia, o noite a noite, e feriado a feriado que os trabalhadores do HUJM enfrentam, isso por salários congelados e defasados".
 
Adicional de Plantão Hospital

Um dos principais argumentos da Ebserh para mudança no regime de trabalho de 30 horas para 40 horas é a redução do Adicional de Plantão Hospitalar (APH).  
Os dados de afastamento foram fornecidos pela UFMT mediante ofício do Sintuf-MT.

Outro lado
 
Procurada, a assessoria do Hospital Universitário Júlio Müller disse que ainda não tem um posicionamento sobre o caso e que enviará uma nota em breve.

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