26 de Junho de 2019

ENVIE SUA DENÚNCIA PARA REDAÇÃO

Segunda-feira, 10 de Junho de 2019, 10h:52 - A | A

SOLIDARIEDADE

Mineradora faz papel do Estado e garante atendimento a gestantes em Poconé

Redação/ Regina

Reprodução

image

Regina Botelho

Da Redação

 Com um dívida aproximada de R$ 1 milhão, falta de repasses por parte do estado  desde maio de 2018,  o Hospital Geral Dr. Nicolau Fontanilas Fragelli corria o risco de fechar as portas, porém, o empresário Valdinei Mauro de Souza, proprietário da Salinas Gold Mineração Ltda, encabeçou uma ação e juntamente com outros empresários e médicos, firmou convênio para continuar mantendo o atendimento aos poconeanos, que neste primeiro momento beneficia mulheres gestantes. Segundo o coordenador administrativo da Salinas Gold Mine, Mauro Vasquez, o convênio firmado foi implantado em 2018 e a meta era realizar 14 partos mensais. Ele explica que as cirurgias ocorrem todas as segundas-feiras.  “O convênio foi firmado entre a Salinas, hospital e o Dr. Rogério Barros de Siqueira  da Clínica Plena. O hospital cedeu o espaço para cirurgias de parto que ocorrem Às segundas-feiras. Bancamos toda a estrutura clínica, o departamento médico e medicamentos, uma pequena parte dos exames de laboratório ao custo de R$ 41 mil ao mês para a realização de 14 partos”. Com muita alegria Mauro Vasquez afirmou que o convênio foi celebrado em outubro de 2018. Segundo ele, naquele mês foram seis cirurgias e tem meses que há mais nascimentos do que outro. “O convênio afiança toda estrutura que fica preparada á disposição da população que são pagas pela Salinas Gold. Além de partos, são feitas laqueaduras e retiradas de trompas. No mês de abril, o atendimento chegou a 16 procedimentos”, revelou. O presidente da Associação Beneficência Poconeana e diretor do hospital de Poconé, Danton Caporossi, comenta que a parceria da mineradora com a entidade filantrópica é fundamental para que as portas continuem abertas. “Além da colaboração do Nei, precisamos de mais ajuda de todos, daqueles que estejam dispostos a colaborar com nossa causa. Não recebemos nenhuma ajuda do Governo do Estado e estamos tentando uma agenda com o secretário estadual de Saúde e com o governador Mauro Mendes para sensibilizá-los da importância de recebermos os recursos do Estado”, sinalizou o diretor do hospital. 

Novidade Além do custeio das cirurgias para rede feminina, a partir do próximo mês as gestantes serão contempladas com o kit parto. Vasquez informa que o kit é composto de uma banheira, fralda, álcool em gel, gazes para os primeiros cuidados básicos com o recém-nascido.  Critérios  Ao ser indagado sobre os critérios para seleção das mulheres, o coordenador afirmou que não existe essa triagem, pois o objetivo era o atendimento as gestantes, porém o hospital atende todas as pessoas carentes e aquelas que não têm condições de pagarem pelos procedimentos. “Não temos o trabalho de assistente social para fazer a seleção. Nossa proposta é ajudar as mulheres carentes no município. O foco do convênio é a mãe carente. Se o parto oferece risco para mãe e para o bebê, eles estão encaixados no convênio. Entra nesse rol de benefícios mulheres que estão com problemas nas trompas, precisam fazer laqueadura. Toda parte médica que diz respeito à rede feminina entra na esfera do nosso convênio de média complexidade e a cesárea”, assegura o coordenador da Salinas Gold. Quando sobram vagas e existe uma situação de emergência, Mauro diz que o procedimento é feito, pois não tem discriminação e o objetivo é atender a população poconeana, sem tirar a vaga de quem realmente precisa. “Não faltam vagas. Fizemos um número para sobrar. O valor do convênio é fixo e por isso, vamos trabalhando. No mês de abril foram 16 partos. O Nei como é conhecido na cidade quer aumentar essa parceria, pois estamos precisando de uma escadinha para o paciente subir na maca”.

Reconhecimento   A paciente Alícia Karolina Sales Guimarães, 20 anos, foi uma das beneficiadas com o parto. Ela teve seu segundo filho graça ao convênio. Feliz,  assegura que essa iniciativa tem ajudado centenas de pessoas do município que estavam a mercê da sorte.“A atitude do Nei é gratificante. Tive muitas dificuldades no meu primeiro parto. A equipe médica é atenciosa e tudo é feito com comprometimento e responsabilidade”.

Apoio  A Salinas Gold Mineração Ltda é uma empresa antiga, mais entrou em operação desde 2016, e daí foi se formando raízes em Poconé. Ao se firmar no município o proprietário da mineradora viu a oportunidade de retribuir e ajudar a população que ajudou sua empresa.  “O convênio estadual venceu em maio do ano passado e não foi renovado. Gratidão. esse é o sentimento do proprietário da mineradora. Além do parto, nossa ideia é fazer o acompanhamento desses primeiros seis meses, porque existe uma taxa de mortalidade grande. A população é muito carente e precisa ter os cuidados básicos mínimos.Não temos envolvimento político” garante o coordenador administrativo da Salinas Gold , Mauro Vasquez.

Dívidas antigas  De acordo com Mauro Vaquez, o hospital está endividado e precisa de tudo para resolver as pendências que se arrastam ao longo dos anos. Para solucionar as dívidas, o hospital precisa em torno de R$ 1 milhão.  Ainda segundo ele, em uma conversa entre o diretor do hospital, Danton Caporossie o Nei foi solicitado que fosse feito um levantamento da relação das principais dívidas. Após esse levantamento, 12 principais credores foram selecionadas e a Salinas Gold assumiu a dívida que soma o montante de R$ 260 mil, que vai ser parcelada em 12 vezes. “São dívidas antigas, dos anos de 2012, 2015, contas a pagar da assessoria contábil, convênio com a Unimed, laboratório, entre outros. É um sacrifício para receber do município. O SUS tem uma capacidade de atendimento que é renovada a cada ano. Ele tem estrutura para atender os Pronto Atendimento Médico (PAM), tem capacidade de internação, números de leitos, todo mês. Na hora que é feito o fechamento e se o número ultrapassa o atendimento, somente é pago o valor estipulado no convênio. Nosso próximo passo em prol da saúde poconeana é equipar o centro cirúrgico e trocar os equipamentos que são antigos”.

Cidadania O médico responsável pela realização das cirurgias, doutor Rogério Barros de Siqueira, disse que se não fosse o convênio feito pelo Nei, o hospital geral do município já tinha fechado as portas. “Há dois anos todas as despesas da unidade hospitalar como remédios, médicos e as equipes estão sendo pagas pelo empresário Nei. Ele tem ajudado a reestruturar todo centro cirúrgico, tem conseguido ajudar quem precisa. No ano passado, devido à falta de recursos e de condições financeiras, tive que levar as pacientes gestantes para serem operadas em Cuiabá”, pondera. De acordo com o médico, a equipe cirúrgica é composta por um obstetra, um cirurgião, uma pediatra e um técnico de enfermagem que auxilia nos procedimentos que são realizados todos no mesmo dia. “A estrutura do hospital é muito boa. Os quartos são grandes e alguns até ociosos. Fui diretor da unidade de 2012 a 2015 e ajudei a administrar o hospital. Deixei de atender na unidade por causa dos atrasos que chegaram em torno de R$ 440 mil. Para manter as despesas, realizamos leilões beneficentes, a empresa de mineração sempre ajuda com uma quantia mensal. Porém, em 2018,  a situação agravou, as despejas com a equipe médica ficaram altas e ficou incompatível trabalhar sem ter salários. A nova diretoria ficou sem médicos e com as novas contratações a crise ficou mais complicada”. Doutor Rogério Siqueira salienta que desde a implantação do convênio até o momento já realizou uma média de 130 partos. Além dos procedimentos cirúrgicos de partos, o hospital opera pacientes do município e de regiões circunvizinhas com cirurgias de hérnias, miomas, entre outros. “A parceira é fundamental para manter o funcionamento do hospital municipal. Se não fosse essa iniciativa a unidade hospitalar já tinha sido fechado. É tão gratificante olhar para trás e ver que pude ajudar contribuir com essas pessoas. Isso faz toda diferença na minha vida. A Salinas Gold está fazendo muito por Poconé. Acredito que mais da metade dos recursos que entram no hospital são efetuados pela mineradora”.

Moção de aplausos A Câmara Municipal de Poconé, através dos vereadores, fez uma moção de aplausos à Salinas Gold Mineração representada pelo proprietário Valdinei Mauro em reconhecimento as contribuições financeiras prestadas por ele na área da saúde no município, através de doações feitas a Associação Beneficência Poconeana. De acordo com a moção, o objetivo foi  a forma encontrada para agradecer ao empresário que vem contribuindo de forma significativa para o funcionamento da unidade hospitalar.

Gratidão a Poconé     Nei lembra que Poconé conta com gigantesca riqueza em ouro, pecuária e turismo, e que fica localizado na região do Pantanal Mato-grossense, mas está entre os 130 municípios mais pobres de Mato Grosso. “Nossos políticos tinham que olhar mais para Poconé. A região é um local rico, de uma população maravilhosa. A mineração gera mais de 230 empregos diretos e 100 indiretos, beneficiando as famílias que moram no município. Só de Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) iremos pagar R$  2 milhões e se juntar todas os garimpeiros de Poconé, serão pagos mais de R$ 4 milhões esse ano. Espero que as autoridades olhem com carinho para a população poconeana, pois eles merecem uma saúde digna e de qualidade”, destaca. Na sua concepção, desse montante, 50% dos recursos deveriam ser destinados para município. “Pela lógica, esse montante teria ser investido em saúde e em projetos sociais da comunidade. Acredito no trabalho do governador Mauro Mendes. Já conversei com ele e o vice Otaviano Pivetta, que já sinalizaram o retorno do convênio por parte do Estado. Se o convênio for assinado, com auxílio do Estado, mais a nossa contrapartida, acredito também que muitos amigos meus e empresários de Poconé, que quando verem  o Governo fazer a parte dele, irão nos ajudar e teremos um atendimentos de qualidade no município”. Questionado sobre seu sentimento em ajudar ao próximo, Nei diz que o gratificante é encontrar as pessoas que foram abençoadas com a iniciativa e poder ver a alegria delas nos olhos, poder sentir a felicidade, agradecimento e gratidão delas. “Primeiro a gente abençoa e depois a gente é abençoado. A maioria das pessoas quer benção, mas não quer abençoar. Acredito muito nessa frase”, finaliza o empresário.

Imprimir

ENQUETE

VEJA MAIS

Você é contra ou a favor ao novo decreto do porte de armas?

PARCIAL

RÁDIO

Coletiva Santa Casa

Áudios da coletiva sobre a Santa Casa


(65) 3052-6030

redacaocopopular1@gmail.com admcopopular1@gmail.com financeiro@copopular.com.br

image