Policia

11/10/2018 14:36 Gazeta Digital

Casa noturna comprova presença de cabo envolvido nos grampos

Com um pedido de prisão feito pelo Ministério Público sob o argumento de descumprimento de medidas cautelares impostas pela Justiça, o cabo da Polícia Militar Gerson Corrêa Júnior, réu na ação oriunda do esquema de interceptações telefônicas clandestinas que ficou conhecido como “grampolândia pantaneira”, está em uma situação complicada. 

Documento anexado ao processo comprovaria que ele esteve em uma casa noturna, em Cuiabá, durante a madrugada do dia 31 de agosto. A boate apresentou ao juiz Wladymir Perri, da 11ª Vara Criminal e Especializada da Justiça Militar, um cadastro com o nome e assinatura de Gerson. Nele, o cabo reporta que entraria no local com uma arma de fogo. No mesmo dia, houve falha no relatório de monitoramento da tornozeleira eletrônica.   

Se a denúncia se comprovar, Gerson pode voltar a ser preso por conta da violação das medidas restritivas. Ele foi detido em maio de 2017 e solto em março deste ano.   

Acusado de participar do esquema dos grampos, Gerson delatou em duas audiências o suposto envolvimento do governador Pedro Taques (PSDB) e do ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques.   

No processo que tramita na 11ª Vara, no entanto, são julgados apenas os militares envolvidos. As investigações contra Pedro e Paulo Taques seguem sob sigilo no Superior Tribunal de Justiça (STJ).   

Na semana passada, o Ministério Público apresentou alegações finais no processo solicitando a condenação de Gerson Corrêa Junior e do coronel Zaqueu Barbosa. O cabo é acusado de falsificar documento público e falsidade ideológica. A pena pode chegar a 18 anos de prisão.


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