25 de Junho de 2019

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Segunda-feira, 15 de Abril de 2019, 09h:30 - A | A

Precariedade no transporte coletivo é alvo de reclamação dos usuários

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Regina Botelho

Da Redação  

Ônibus sem ar-condicionado, elevadores de cadeirantes sem funcionar, superlotação, longa espera, frota antiga, não cumprimento do horário. Essas são alguns dos problemas vivenciados diariamente por mais de 250 mil usuários do transporte coletivo sofrem com baixa qualidade nos serviços oferecidos pelas empresas que detêm a concessão para explorar o importante sistema. “É calor, assento quebrado e motorista que não para nos pontos. O serviço é ruim e poderia melhorar”, disse o universitário Vinicius Golin. A atendente Maria Isabel da Silva reside no Jardim Imperial e reclama da qualidade dos serviços prestados pelas empresas de transporte coletivo. “É um descaso com a população. Além da frota sucateada, o tempo de espera nos pontos é muito demorado”. 

Aldinéia Lima mora no Coxipó e trabalha em um salão na avenida do CPA. Duas vezes por dia encara a triste rotina do transporte público. “Alguns ônibus passaram por reformas, mas grande parte continua com a frota antiga, com os mesmo problemas. Todos os dias, um veículo quebra no meio do percurso na Fernando Corrêa. Os ônibus são velhos e muito barulhentos”. Quem também tece duras críticas ao sistema é Christiane Saturnino do São Gonçalo. Ela diz que o sistema é péssimo e que pelo valor da tarifa os usuários deveriam contar com um sistema de qualidade. “Os ônibus demoram circulam no bairro com lotação máxima principalmente nos horários de pico. Poucos ônibus rodando”. Além disso, queixa dos pontos de ônibus existentes em Cuiabá. De acordo com Christiane quando chove, quem depende do sistema se molha”, lamenta.  

Mesmos problemas

Situação semelhante também ocorre na cidade de Várzea Grande. É o que conta Cleide Souza do bairro São Gonçalo. Ela reclama da superlotação, da má qualidade dos serviços oferecidos pela única empresa que administra o sistema no município. “Os ônibus estão sempre lotados, ocorrendo em muitos casos, das pessoas terem que esperar passar um veículo mais vazio para poder iniciar uma viagem”. Ana Alzira reside no bairro Marajoara e relata que o tempo de espera é longo. “Ficamos expostos ao sol e chuva todos os dias.

O ponto de parada próximo a minha casa não tem cobertura e é preciso ter paciência”. Outro grande problema é a ausência dos pontos de ônibus nos bairros e bancos para sentar. Sem cobertura os usuários ficam à mercê do sol ou da chuva e, em muitas, paradas não existe sequer a placa de sinalização. A funcionária pública Tânia Aquino diz que a situação parece longe de ser solucionada porque não há interesse das empresas e do poder público em melhorar a qualidade dos serviços para a população que dependem do sistema. “ Descaso total” , desabafa.   Ônibus articulados Em Cuiabá dois ônibus articulados circulam na cidade. Eles possuem  21 metros de comprimento e capacidade para  transportar 152 passageiros em uma única viagem.

São equipados com ar condicionado, Wi-fi a bordo, carregador de celular e tomada USB, e anda dispõem de câmbio automático e suspensão a ar, e utiliza tecnologia menos poluente, garantindo mais segurança e conforto para os  passageiros. Os veículos atendem a região da Grande Morada da Serra com a linha 313 que atende os bairros CPA 1 e 3, Morada do Ouro e as Avenidas do CPA e Beira Rio.     Sem licitação   Há 17 anos não ocorre uma nova licitação para o transporte público de Cuiabá, visando promover e melhorar o sistema. O certame era para ser realizado no dia 10 deste mês, mas foi adiado recentemente devido à decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que julgou procedente a medida cautelar que mantém a redução da tarifa em R$ 3,85, invalidando os estudos de viabilidade econômica do edital, calculados sobre o valor de R$ 4.10.

O reajuste, de R$ 0,25, havia sido estabelecido em 2018 pela Agência Municipal de Regulação de Serviços Delegados de Cuiabá (Arsec), que deverá refazer os cálculos e apresentá-los ao Tribunal em até 15 dias. A última licitação de concessão do transporte coletivo realizada pela Prefeitura de Cuiabá ocorreu em 2002 e os contratos começaram a vigorar em junho de 2004 com prazo de 10 anos (dois períodos de cinco anos). São 17 anos sem que a prefeitura realize uma nova licitação para promover mudanças e melhorias no sistema do transporte coletivo.

Atualmente, o serviço é prestado pelas empresas Norte-Sul, Integração e Pantanal, sendo que a concessão vigente está prevista para se encerrar em junho deste ano. Além da questão burocrática, a realização da concorrência pública visa a modernização da frota, melhor distribuição das linhas, diminuição de sobreposições e maior cobertura da rede, permitindo maior fluidez e, consequentemente, redução no tempo de viagem.  A proposta prevê, inicialmente, que apenas 33% da frota seja climatizada.

Para chegar a 100%, o prazo previsto é de cinco anos. O novo modal também deverá ser em linhas troncais e readequações de terminais, onde os passageiros possam esperar os coletivos com um tempo aproximado de quatro a quatro minutos. Atualmente, a frota com aproximadamente 400 carros e deverá ser ampliada a partir da licitação.  “É uma situação que nos preocupa, já que esse lançamento é, há muito tempo, aguardado pelos cuiabanos. Contudo, seria uma irresponsabilidade de nossa parte assiná-lo sem antes ter conhecimento da determinação do TCE”, explicou o secretário da Semob, Antenor Figueiredo. Antenor reforça que a licitação é um dos principais compromissos de gestão do prefeito Emanuel Pinheiro e será mais um importante passo no planejamento de modernização do transporte público. “Começamos com as estações Alencastro e Ipiranga, os contêineres e também com a chegada dos ônibus articulados. No caso do edital já está tudo pronto, assim que houver a definição, será lançado”, concluiu.

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