25 de Maio de 2019

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Segunda-feira, 11 de Março de 2019, 09h:50 - A | A

Aluna levou choque em escola que funciona em contêiner em MT ao fechar porta durante reportagem

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Uma estudante levou um choque ao fechar a porta de contêiner que funciona como sala de aula, em uma escola de Cuiabá. A imagem em que a menina parece prender o dedo na porta repercutiu nas redes sociais. Entretanto, por meio de uma mensagem de WhatsApp, o pai de uma aluna informou que, na verdade, foi um choque.

 
 
Imagem de menina que levou choque na porta de sala de aula viraliza na internet

Imagem de menina que levou choque na porta de sala de aula viraliza na internet

A imagem foi exibida durante uma reportagem sobre os 110 contêineres alugados pelo governo de Mato Grosso para substituir salas de aula, na capital e no interior. E, de acordo com o Corpo de Bombeiros, nenhum dos compartimentos foi vistoriado.

Sem atestado de segurança, segundo os bombeiros, o que seria uma solução, passou a ser um problema. As estruturas ficaram conhecidas como 'escolas de lata'.

Segundo diretores de escolas, em razão da precariedade desses contêineres e do forte calor, aulas são constantemente canceladas e alunos estão abandonando os estudos.

Um exemplo dessa desistência ocorreu na Escola Municipal José Pedro Gonçalves, em uma comunidade rural em Rosário Oeste, a 133 km da capital. Lá, um terço dos alunos abandonou os estudos e o motivo, segundo os pais, foi a estrutura.

Em Cuiabá, na Escola Estadual Professora Hermelinda de Figueiredo, as estruturas de metal são usadas como sala de aula para 160 alunos.

Os contêineres passaram a ser usados depois que uma tempestade destelhou metade da escola, em outubro de 2017. Na época, a previsão era de que a reforma durasse seis meses e, quase um ano e meio depois, os buracos no teto ainda continuam.

 

A empresa, responsável pelos contêineres, alega que não recebe do governo desde julho do ano passado. Por causa disso, não faz nenhuma manutenção. O resultado é fiação exposta, ar-condicionado caindo aos pedaços e chuva dentro da sala de aula.

As paredes são cobertas com PVC, um tipo de plástico sem isolamento térmico, e o teto, com placa de isopor. Toda a estrutura é inflamável.

"Tenho medo de fogo, tenho medo de tudo, porque tudo ali é perigoso. Se pegar fogo, vai correr para onde? Só tem uma porta, então é uma insegurança total", afirmou Cristiane da Silva Barros, mãe de um aluno.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep), Valdeir Pereira, disse que as condições precárias também prejudicam os funcionários.

"O profissional acaba ficando doente e saindo da escola na qual deveria atuar", contou.

A secretária estadual de Educação, Marioneide Kliemaschewsk disse que vai encaminhar uma equipe técnica nas unidades de ensino para verificar as estruturas.

"Vamos verificar dentro das possibilidades atuais da secretaria que medidas paliativas nós podemos tomar", declarou.

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