19 de Junho de 2019

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Sexta-feira, 31 de Maio de 2019, 11h:28 - A | A

RECEITA FEDERAL

Receita Federal ‘empaca’ internacionalização do aeroporto de Cuiabá e pede área equivalente a 'dois apartamentos'

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

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Os empresários do ramo de turismo e a própria Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) já escolheram o vilão da novela envolvendo a internacionalização do Aeroporto Marechal Rondon, localizado em Várzea Grande (região metropolitana de Cuiabá). A Receita Federal é apontada como a ‘pedra no sapato’ nesta questão, segundo o presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares, Luiz Carlos Nigro. A Azul Linhas Aéreas continua a pagar funcionários na Bolívia e aguarda uma resolução sobre o tema.

 
“O governador Mauro Mendes (DEM) tem se empenhado, participamos de duas reuniões com a equipe dele. Porém, estamos esbarrados na Receita Federal, que não quer a internacionalização. Esta é a realidade. Não podemos ficar reféns de um órgão público que o principal objetivo é atender as demandas da sociedade”, disse Luiz Carlos Nigro, que também batalhou – durante a gestão do ex-governador Pedro Taques (PSDB) – para destravar o voo.
 
Ainda conforme Nigro, todos estão reféns da Receita Federal sempre teria atrapalhado o desenvolvimento do turismo internacional. “Todas as vezes, tentativas, foram eles a pedra no nosso sapato. Não podemos ficar refém disto. A Receita Federal pediu que colocasse diversos itens, até grade no teto e tudo foi instalado. Terminou a lista, eles foram e pediram mais coisas. Este projeto foi construído há sete mãos, na época da reforma do aeroporto, quando todos os órgãos participaram”.
 
A situação sobre a Receita Federal também é confirmada pelo superintendente da Infraero em Cuiabá, Laelson Augusto do Nascimento. Ele resumiu  que quatro dos três órgãos necessários já deram o aval para a internacionalização do aeroporto de Cuiabá.
 
“O processo está na Receita Federal. Eles acompanharam a construção das salas e cooperaram até no layout. Para nossa surpresa, quando conseguimos todo o restante, pediram mais área. Querem mais 130 m², isso dá dois apartamentos. Para fazer isto, gastaríamos R$ 800 mil. É algo que a Infraero não fará, até porque o aeroporto está em processo de concessão”, pontuou o superintendente.
 
O superintendente ainda comenta que “operacionalmente, é uma área muito mais do que suficiente, serão dois servidores apenas trabalhando. Além disto, são dois ou três voos por semana o previsto no início. Não dá para entender”.
 
A frustração também é seguida pelo presidente do Sindicato das Empresas de Turismo no Estado de Mato Grosso (Sindetur), Omar Canavarros Junior. “A Azul já fez toda a parte dela, tem o espaço todo montado. A Receita Federal, por questões milimétricas, está atrasando tudo. Este voo irá Iria movimentar toda uma cadeia comercial no Estado. A companhia está quase cancelando a intenção de voar por conta desta burocracia. É uma pena, porque irá beneficiar não só o turismo, mas o comércio como um todo”.
 
Nigro ainda afirma que a Receita Federal precisaria ser responsabilizada pelos atrasos. “Tem equipamento de raio-x de mais de R$ 1 milhão que está lá parado. Quem vai arcar com este prejuízo gigantesco? Na época da Copa do Mundo funcionou tudo bem, com diversos voos e sem o espaço que temos agora. A Receita Federal não quer atender, a verdade é esta. Vai dar trabalho, terão que ficar lá sábado a noite, segunda”.
 
A superintendente de Desenvolvimento de Modais da Secretaria de Infraestrutura e Logística (Sinfra), Maksaíla Moura Campos, informou à reportagem que o aeroporto cumpriu várias exigências da Receita Federal. “Foi nos dada uma lista e depois de tudo ter sido cumprido, recebemos mais uma. Hoje, está na mão deles. O governo tem procurado resolver, assim como a Infraero”.

Receita Federal

A Delegacia da Receita Federal do Brasil em Cuiabá informou  que intimou  oficialmente a administradora do Aeroporto Mal. Rondon quanto às providências necessárias para as adequações estruturais que permitam o alfandegamento de passageiros no terminal, em  conformidade as normas que regem a matéria . 

"Assim sendo, estamos aguardando tais providências para prosseguimento das ações necessárias por parte da RFB. Reiteremos que o compromisso da nossa instituição é no sentido de contribuir com a melhoria do ambiente de negócios e a competitividade do País, em especial no nosso Estado", finaliza a nota. 

Novela

O governador Mauro Mendes criou uma comissão que irá trabalhar para destravar a internacionalização do Aeroporto Marechal Rondon, localizado em Várzea Grande (região metropolitana de Cuiabá). O voo entre a capital mato-grossense e Santa Cruz de La Sierra é mais uma das novelas envolvendo a Copa do Mundo de 2014, já que a ligação entre as duas cidades seria feita aproveitando a ‘onda do Mundial’. Com a elevação do aeródromo para a categoria médio porte, será preciso ampliar o espaço de desembarque de voos advindos de fora do país.

Recentemente, a assessoria de imprensa da Azul Linhas Aéreas disse que a “companhia continua na dependência dos ajustes do aeroporto de Cuiabá para obtermos a aprovação final".

As viagens serão operadas pelas aeronaves modelo Embraer 195, com capacidade para até 118 passageiros e acontecerão, no primeiro momento, às quintas e domingos.
 
Santa Cruz de La Sierra é maior e mais populosa cidade da Bolívia, com 1,7 milhão de habitantes, além de ser a mais importante do Departamento de Santa Cruz. Motor econômico do país, Santa Cruz de La Sierra é um polo petroquímico, com foco na produção e exportação de gás natural. A cidade também é conhecida por sua tradição gastronômica.

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