Saúde

12/06/2018 14:06 G1

Tratamento prestado por servidores a pacientes do SUS em Cuiabá é alvo de inquérito

conduta de servidores da rede pública de saúde de Cuiabá se tornou alvo de um inquérito instaurado pelo Ministério Público Estadual (MP-MT), após denúncias feitas por usuários do sistema, que relatam má vontade de médicos que atuam nos postos de saúde e precariedade no serviço prestado.

Ao G1, a Secretaria de Saúde de Cuiabá disse que ainda não foi notificada sobre o inquérito.

A portaria que determinou a apuração das irregularidades foi instaurada no dia 22 de maio, após reclamação protocolada no Núcleo de Defesa da Cidadania do Ministério Público, onde são relatadas irregularidades nos Postos de Saúde da Famíla (PSFs) e o atendimento dispensado pelos servidores de um modo geral.

Na portaria, consta que médicos estariam atendendo os pacientes "de maneira estúpida e hostil", sem nem ao menos olhar para eles antes de prescrever os medicamentos necessários, bem como estariam se negando a atender pacientes por não serem lotados em pronto atendimento, apenas mediante agendamento de consulta.

O tratamento dispensado por recepcionistas e funcionários das unidades de saúde também foi alvo de reclamação. Conforme a denúncia, os pacientes são tratados como "insignificantes" e os funcionários chegam a fazer ligações particulares durante o atendimento.

O MP ainda apura a prática de suposto favoritismo por parte dos responsáveis pela triagem (classificação de risco), que dariam preferência de atendimento aos pacientes que são próximos a eles (amigos, parentes, conhecidos), deixando demais em uma longa espera por atendimento.

 

"Relata ainda que os funcionários das farmácias lotados nas unidades de saúde dispensam à população remédios vencidos, quantia abaixo da receitada, e que se o paciente reclama sobre as desconformidades os funcionários os tratam de maneira grosseira e hostil, além de rasurarem a receita impossibilitando a mesma de ser usada novamente", diz trecho da portaria.

A ausência de cadeiras de rodas ou a precariedade das poucas existentes nas unidades de pronto atendimento - sem condições de locomover os pacientes -, bem como a falta de insumos básicos como, ampola, seringas, esparadrapo, álcool, atadura, papel higiênico, entre outros, também foi relatada pelos usuários.

 

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