Economia

05/04/2018 16:22 Gazeta Digital

Contas parceladas aumentam pelo 3º mês consecutivo entre os cuiabanos

O terceiro aumento consecutivo da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mostra que as famílias da capital mato-grossense contraíram mais dívidas com cheques pré-datados, cartões de crédito, carnês de lojas e outros, no início de 2018. Pesquisa divulgada nesta quinta-feira (05), pela Fecomércio-MT, atingiu 62,7% do total de famílias endividadas em março (120.974 famílias), contra 61,2% em fevereiro (118.053 famílias) e 56,9% em janeiro (109.645 famílias).

Apesar do aumento, o índice dos que possuíam contas em atraso caiu de 29% em fevereiro (55.917 famílias) para 28,6% em março (55.242 famílias). Na comparação com março do ano passado, o índice atingia 33,3% das famílias cuiabanas (63.555). Ainda na comparação com o ano passado, o número de famílias que alegaram não ter condições de pagar as contas diminuiu de 17,4% em março de 2017 (33.133) para 16,3% neste ano (31.386).

O uso do cartão de crédito é para 64,2% das famílias cuiabanas o principal tipo de dívida. O percentual registrado no ano passado era de 56,8%. O presidente da Fecomércio-MT, Hermes Martins, explica que esse aumento se dá pela retomada do acesso ao crédito.

“É comum observar o aumento no consumo nos primeiros meses do ano e, consequentemente, crescimento no número de famílias endividadas. Um dado bem positivo da pesquisa é a diminuição daqueles que possuem contas em atraso e dos que não terão condições de pagá-las, o que demostra uma retomada do crescimento econômico”.

O tempo comprometido com dívidas também diminuiu de um ano para outro. Em março do ano passado, as famílias ficavam 7,1 meses comprometidos com contas parceladas. Já neste ano, o tempo diminuiu para 6,7 meses.

Além disso, a parcela da renda comprometida das famílias cuiabanas atingiu o menor nível para o mês desde quando ela passou a ser apurada, em 2010. Apenas 19,9% da renda familiar fica comprometida com dívidas, porcentagem bem inferior do limite de 30% que os economistas consideram seguro para não se endividarem e assim perderem o controle das finanças.

A perspectiva de melhora da economia tende a ser positiva para o aumento do consumo e, ao mesmo tempo, ajudar a frear inadimplência das famílias. “A geração de emprego e a melhora da renda das famílias são fatores primordiais na melhora dos índices da Peic. A recuperação da economia, que vem ocorrendo desde o segundo semestre do ano passado, é observada através do crescimento nas vendas no comércio e a diminuição da inadimplência das famílias”, explicou o presidente da Fecomércio-MT, Hermes Martins.

O endividamento refere-se às dívidas parceladas feitas com cartão de crédito, carnês parcelados e outros. Ou seja, são compras em que o consumidor leva mais de um mês até terminar de pagar. Já a inadimplência é quando o consumidor não consegue honrar o pagamento de contas ou dívidas no prazo estipulado.


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