Brasil

14/06/2018 18:10

Delações premiadas pode implodir Mato Grosso e atingir "figurões"

Delação premiada pode ser saída de Paulo  Taques

Da Redação

O ex-secretário chefe da Casa Civil, Paulo Taques, já amarga quase mais de um mês na prisão, sem perspectiva de liberdade, e já estaria cogitando firmar acordo de delação, premiada. Conforme fontes do jornal Centro-Oeste Popular, o descontentamento de Paulo Taques é tamanho, que já teria enviado um forte recado ao Palácio Paiaguás, a fim de conseguir auxílio para sair da prisão, sendo que é a terceira vez que o ex-secretário vai preso, sendo duas por esquema de escutas ilegais, e a última vez por desvios no Detran.

Essas mesmas fontes revelaram ao CO Popular, que o recado foi duro e causou espanto a alta cúpula do governo. Paulo Taques estaria sofrendo pressão por parte de sua família e pessoas próximas para que faça delação e saia da prisão, principalmente devido ao Ministério Público ter fortes provas e contundentes argumentos que podem deixá-lo por longa data atrás das grades.

A pressão sobre o Paiaguás aumentou ainda mais após os deputados aprovarem parecer feito pela Comissão de Ética da Casa de Leis, que indicava a soltura do deputado estadual Mauro Savi, que também se encontra preso após a deflagração da Operação Bônus (segunda fase da Operação Bereré). Embora o pedido não tenha sido acatado pelo desembargador  José Zuquim Nogueira, que determinou que Savi continue preso, foi um claro sinal de que os seus colegas parlamentares estão tentando garantir sua liberdade, enquanto que ele, Paulo Taques, continua contando apenas com sua defesa na tentativa de sair do Centro de Custódia de Cuiabá (CCC).

Paulo Taques, que é primo do governador Pedro Taques, vem amargando consecutivas derrotas na Justiça, em sua busca por liberdade. A defesa está fazendo sua parte e impetrando habeas corpus em diferentes instâncias do Judiciário para tentar revogar a prisão preventiva decretada pelo desembargador José Zuquim e cumprida no dia 9 de maio na 2ª fase da Operação Bereré, porém, não tem conseguido êxito.

A última decepção de Taques veio ao recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), quando a ministra Thereza de Assis Moura rejeitou a tese de “falta de fundamentação” na decisão que mandou prendê-lo. A magistrada negou o habeas corpus que pedia a soltura do ex-secretário, na última quarta-feira (06), de forma liminar (provisória).

A ministra, considerada linha dura, disse na decisão que o pedido  seria melhor avaliado pelo colegiado responsável por analisar o caso, que é a 6ª Turma do STJ e que o pedido de liberdade se confunde com o mérito da questão.

Ela também afirmou que não vislumbra o suposto constrangimento ilegal alegado por Paulo Taques. “Da análise dos autos, ao menos em um juízo perfunctório, não vislumbro manifesto constrangimento ilegal a ensejar o deferimento da medida de urgência. Ainda que assim não fosse, a liminar pleiteada, nos termos em que deduzida, com vistas a colocação do paciente em liberdade, imbrica-se com o mérito da impetração, sendo prudente, portanto, reservar-lhe o exame ao órgão colegiado”, diz trecho da decisão.

Agora, a defesa ingressou com pedido de habeas corpus junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido de HC  está sob responsabilidade da ministra Rosa Weber e aguarda para ser julgado desde quinta-feira (7). Ele foi impetrado pelos advogados Claudio Demczuk de Alencar, Pedro Correa Pertence e Marina Antunes Lima.

 

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